Terapia a base de placenta de égua é moda nos campos europeus

Lesões são pesadelos na vida de qualquer atleta profissional. Por isso, não é raro surgirem casos de jogadores de futebol, por exemplo, envolvidos em tratamentos de recuperação intensivos, alternativos e até espirituais – rezas e curandeirismo puro. Nos últimos meses, surgiu outra dessas curas, inusitada para dizer o mínimo. Trata-se da terapia à base de líquido da placenta de égua.

Segundo notícias veiculadas pelos britânicos Daily Telegraph e BBC, o processo consiste em massagear a região lesionada com o líquido ou mesmo aplicá-lo por injeção na área, o que permitiria uma rápida recuperação. Atletas de alguns dos maiores clubes da Grã-Bretanha – caso de Liverpool, Manchester City e Chelsea – já experimentaram o tratamento. A lista de pacientes inclui um brasileiro: Fábio Aurélio, do Liverpool. Do mesmo clube, o espanhol Albert Riera, o britânico Glen Johnson e o israelense Yossi Benayoun; do Arsenal, holandês Robie Van Persie.

A obra é da até então desconhecida fisioterapeuta sérvia Marijana Kovacevic. O problema, no caso, é a falta de comprovação científica do método e autorizações para o uso da técnica. Conhecida por usar métodos não convencionais, a fisioterapeuta é procurada pelas autoridades sérvias por supostamente não possuir licença para exercer sua atividade.

O método reconhecido usado no esporte – e em seres humanos – que mais se aproxima do tratamento de Kovacevic é chamado PRP: plasma rico em plaquetas. – Pelo PRP, retira-se sangue do plasma do próprio paciente e prepara-se um gel para aplicação: assim, acelera-se a cicatrização da pele humana – comenta Fabiana. O método já é usado no Brasil, segundo Rubens Sampaio, chefe de departamento médico do Palmeiras.

Até o momento, o único atleta a falar sobre o uso do controvertido procedimento da sérvia Marijana Kovacevic é o israelense Yossi Benayoun. Ele, porém, garantiu que foi submetido a um tratamento com líquido de placenta humana. – Não foram usadas partes de outros animais. Ela (Marijana Kovacevic) me explicou tudo – contou o atleta do Liverpool ao Daily Telegraph.

Nesse caso, de fato há possibilidades de regeneração, segundo os especialistas. Mas existem riscos: – Quando o líquido retirado de uma mulher é injetado em outra pessoa, pode haver contaminação ou rejeição, pela ação de anticorpos – explica Fabiana Wosniak, da Clínica de Medicina Esportiva Joaquim Grava.

Fonte: Panorama Regional

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