Metade das vagas não é preenchida no ensino superior
O número corresponde às vagas em cursos presenciais. Se for feita uma comparação de seis anos, o desperdício de oportunidades mais do que dobrou na rede universitária – passou de 567 mil vagas ociosas, em 2002, para 1,47 milhão, em 2008.
A quantidade de vagas ociosas em 2008 é cerca de 10% maior do que em 2007, quando o desperdício era de 1,3 milhão de vagas em todo o país.
As universidades públicas respondem por uma pequena parte deste problema – 36 mil vagas, em dados de 2008. O número, no entanto, representa um aumento de quase 20% com relação a 2007, quando 30,7 mil vagas estavam vazias.
Maria do Carmo Peixoto, professora de educação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e especialista em ensino superior, afirma que o problema pode estar no crescimento descontrolado das universidades particulares:
Essa expansão começou no fim dos anos 1990 e não parou mais. O número de vagas ofertadas é maior que o de alunos.
Nas instituições privadas, o número de oportunidades não-preenchidas é quase 40 vezes maior do que no setor público: 1,44 milhão de vagas acabaram inutilizadas.
O crescimento na rede federal ocorreu através do Reuni (programa de expansão das universidades federais do governo), afirma Maria do Carmo:
Em um primeiro momento, houve o aumento das vagas [nas universidades federais]. No próximo censo, em 2009, é que vamos ver se elas estão sendo preenchidas.
Do R-7.
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Fonte: Panorama Regional
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