Índios ocupam Companhia Energética de Pernambuco em troca de mais dinheiro
Policiais federais ocupam a subestação da Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) na reserva indígena de Águas Belas, município a 314 quilômetros do Recife. O objetivo é impedir que ocorra nova ação dos índios da tribo Fulni-ô, que na última quinta-feira (24) provocaram um curto-circuito no local, interrompendo o fornecimento de energia elétrica em três municípios da região: Águas Belas, Iati e Itaíba. Cerca de 27 mil residências ficaram sem energia por 7 horas e 40 minutos.
Por determinação judicial, os policiais federais fizeram vistoria na área e permanecem por lá desde então. De acordo com a administradora regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Pernambuco, Estela Parnes, a interrupção foi um alerta diante do impasse entre a tribo e a empresa sobre a indenização pelo uso das terras.
Os Fulni-ô – população de 4.301 indígenas – ocupam 11,5 mil hectares em Águas Belas. De acordo com a Funai, a Celpe pagava indenização pelo uso da área a cada dois anos, cumprindo contrato firmado em 1987 com os indígenas. Pelo último período de dois anos, encerrado em julho, a empresa pagou R$ 80 mil. Os Fulni-ô propuseram, então, o pagamento de R$ 2 milhões para a empresa continuar utilizando a reserva. Como a empresa considerou a proposta \"inegociável\", os Fulni-ô pediram sua saída da área.
Em nota, a Celpe informou que o curto-circuito ocorreu depois que uma haste metálica foi arremessada, intencionalmente, contra fios de alta tensão. A empresa acionou o Ministério Público Federal para intermediar uma retomada das negociações com os indígenas.
Do R-7.</td
Fonte: Panorama Regional
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