domingo, 31 de maio de 2009 ·
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RESENDE
Com o objetivo de combater a violência contra a mulher, o vereador Joaquim Romério de Almeida (PMDB) apresentou indicação no Legislativo pedindo que o Executivo instale uma delegacia especializada em crimes desse tipo no município. Na mensagem, aprovada por unanimidade pelos vereadores na semana passada, Romério pede ainda que seja incluída no projeto de implantação da Delegacia de Defesa da Mulher gestões no Governo de Estado.
Segundo Romério, a medida visa não só ao atendimento especializado para as mulheres vítimas de violência como fazer com que elas compareçam a delegacia para o registro de queixas sem se sentirem constrangidas, proporcionando assim mais privacidade às vítimas. “Mesmo com a vigência da Lei Maria da Penha, as mulheres que procuram uma delegacia para registrar abuso ou agressão costumam se sentir constrangidas, pois não há a privacidade necessária para atender casos desse tipo em uma delegacia comum”, aponta o vereador, salientando que a violência contra as mulheres é crime e a lei prevê punição para quem os comete.
“Para isso, é necessário que os agressores sejam denunciados, o que nem sempre é fácil. Uma Delegacia da Defesa da Mulher poderá oferecer um espaço mais adequado e acolhedor a essas mulheres. Sem contar que o atendimento é feito por profissionais do sexo feminino. Essas profissionais são especializadas em investigar crimes cometidos e orientar mulheres vítimas de violência”, argumentou.
Ainda de acordo com o vereador, a implantação de uma delegacia voltada para o público feminino deverá trazer novas estatísticas de crimes contra a mulher em Resende. “Ao saberem que têm direito a atendimento especializado, as mulheres devem se sentir mais estimuladas a procurar a delegacia para registrar esse tipo de queixa, o que também permitirá ao Poder Público ter acesso aos dados estatísticos mais realistas no que diz respeito à violência contra a mulher”, enfatiza Romério.
Ele também comenta que os crimes contra a mulher não precisam ser denunciados exclusivamente nas Delegacias de Defesa da Mulher. “Segundo informações, qualquer unidade policial pode receber queixas. Só quando a vítima solicite, o caso pode ser transferido para uma Delegacia de Defesa da Mulher”, finaliza.
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domingo, 31 de maio de 2009 ·
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BARRA MANSA
Os neurologistas Elder Machado Sarmento e Cláudio Manoel Brito, membros da Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBC), estarão segunda-feira no município, onde ministrarão palestra gratuita para a população sobre dores de cabeça. Os profissionais explicarão as causas da doença, tratamentos e ainda vão tirar dúvidas dos participantes sobre cefaléia, enxaqueca e outras dores de cabeça. O evento, que fará parte das atividades da Semana Nacional da Cefaléia, vai acontecer às 19h30min, no Centro de Estudos da Santa Casa, no Centro. Interessados em participar podem se inscrever pelo telefone (24) 3323-4802, com a secretária Josiane ou pelo e-mail centroestudos@scbm.org.br.
De acordo com os organizadores do evento, como maio é o mês da cefaléia, Barra Mansa foi a cidade da região escolhida para a ação beneficente. A promoção é da SBC, em parceria com a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e visa conscientizar e alertar as pessoas sobre esse sintoma que atinge 83% da população mundial. Segundo os profissionais da área, essa dor passou a fazer parte da rotina das pessoas, mas o que poucos sabem é que têm tratamento, prevenção e cura.
Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Cefaléia (SBC) e membro da ABN, Marcelo Ciciarelli, 15% dos brasileiros sentem dor de cabeça e, como alerta a Sociedade Brasileira de Neurologia, a cefaléia tem tratamento e pode ser evitada. Ciciarelli lembra que a dor de cabeça se tornou constante na vida dos brasileiros, mas é um problema que pode ser tratado para não se tornar crônico. “A enxaqueca e a dor tipo tensional são os tipos de cefaléia mais comuns na população. A prevalência de enxaqueca ocorre em 15,2% da população brasileira”, diz o médico, ressaltando que as mulheres são as mais afetadas pela dor de cabeça, principalmente as que não praticam atividades físicas regularmente e têm alto nível educacional. Mas as crianças também não estão livres dessas dores. Aos seis anos, 39% delas já sentem dor de cabeça, e aos 15 aumenta para 70% o índice. Ao total, 93% da população mundial sentem ou já sentiu dor de cabeça.
Conforme um estudo recente feito pela neurologista Roberta Padilha, membro da SBC, a cefaléia do tipo tensional é a dor que mais afeta os estudantes universitários. A pesquisa, foi feita com 417 estudantes e a partir das informações, registrou que cerca de um quinto, ou seja, 18,9% dos pesquisados sentem dores de cabeça.
O estudo provou ainda que as pessoas começam a se adaptar as dores e não dão a importância necessária que se deve. De acordo com a neurologista responsável pela pesquisa, a dor não deve ser considerada normal e corriqueira, ela pode ser causada por outras doenças que são camufladas por falta de acompanhamento médico.
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domingo, 31 de maio de 2009 ·
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BARRA MANSA
A falta de médicos no Posto de Saúde do bairro Cotiara vem tirando a tranquilidade dos moradores. De acordo com os usuários, há um mês a unidade está sem clínico geral. Mesmo assim, as pessoas são obrigadas a ir para a fila uma vez por semana, às 3 horas, mas somente por volta das 7h30min, quando inicia o atendimento, são informadas que não há profissional para atender.
Os moradores contam que já reclamaram na prefeitura, mas o problema continua. Muitos disseram que no governo passado, a unidade funcionava bem, mas este ano começaram os problemas. Lembram ainda que, além da falta de clínico geral, a quantidade de pessoas a ser atendida por semana também é pouca. Para o clínico geral, quando tem são marcadas 20 consultas e, para o pediatra, 16. Esse número, conforme os reclamantes, é insuficiente para atender à demanda do bairro.
A aposentada Vicentina de Paula Santos, 72 anos, diz que mora na Cotiara há mais de 52 anos, e que nunca viu tantos problemas no Posto de Saúde como agora. Segundo ela, com problemas para se locomover, obrigada a procurar médico em locais distantes, já que no bairro isso é impossível. “Estamos sofrendo com essa situação e esperamos que providências sejam tomadas o mais rápido possível. Solicitamos atenção para o caso”, reclama ela que na tarde de quinta-feira participou do manifesto em prol de melhorias para a saúde do município na Praça da Matriz, Centro. Na ocasião, representantes de diversas entidades sociais e sindicais se reuniram e formularam um documento com reivindicações da população, que foi entregue ao governo municipal e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Participei da manifestação porque não já não aguento mais tanto sofrimento”, conta.
A dona de casa Helena Maria Rodrigues, 54 anos, nascida no bairro, conta também que está difícil para aguentar tanto descaso. Diz ela que em todo esse tempo que mora no bairro a unidade de saúde local nunca havia ficado sem médico como agora. Lembra que a situação piorou há um mês, quando o profissional que atendia a população foi transferido. “Não queremos nada demais, somente médico para nos atender. Temos direito à saúde”, justifica.
RESPOSTA DA PREFEITURA
A Coordenadoria de Comunicação Social informa que o médico que atendia no local saiu há duas semanas, no entanto um novo profissional começa a atender segunda-feira. Em relação ao pediatra, a Secretaria de Saúde vai estudar a possibilidade de o médico atender a um número maior de crianças. Para solicitação de serviços, críticas, sugestões, a população pode ligar para Ouvidoria da prefeitura, telefone 0800 701 91 40.
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