Festival do Rio: estréias de Malu Mader, Matheus Nachtergaele e …
RIO - Um sinal de como anda o cinema brasileiro - com seus 6,9% de taxa de ocupação de mercado - pode ser dado pela mostra que é o grande panorama de lançamentos de filmes no país, a Première Brasil do Festival do Rio. Metade dos oito longas de ficção que estarão em competição na cidade são obras que já foram exibidas em outros festivais: “Feliz Natal”, de Selton Mello, que foi selecionado no Festival de Paulínia; e “A festa da menina morta”, de Matheus Nachtergaele; “Juventude”, de Domingos Oliveira; e “Vingança”, de Paulo Pons, que estiveram na seleção oficial do Festival de Gramado.
A lista de ficção inclui, também, os inéditos “Apenas o fim”, de Matheus Souza; “Rinha”, de Marcelo Galvão; “Se nada mais der certo”, de José Eduardo Belmonte; e “Verônica”, de Maurício Farias. A competição do Festival do Rio exige apenas que os filmes sejam inéditos no Rio, então não há nada de errado em repetir obras exibidas em outras mostras. Mas, como comparação, em 2007 apenas um, dos nove longas de ficção em competição, já havia sido exibido previamente : “Deserto feliz”, que havia passado em Gramado.
“ Será minha primeira experiência como diretora, e sempre tive esse desejo, de me lançar em outras aventuras “
- A gente seleciona os melhores filmes, e que estão inéditos no Rio. E procuramos, fazendo isso, ser respeitosos com outros festivais, como Gramado. Falar com o público já é tão difícil e, se não formos generosos, será ruim para o cinema brasileiro. No caso da ficção, nós temos uma coisa de mostrar novos rumos. Mostramos diretores que estão apontando para novas caras - diz Ilda Santiago, diretora-executiva do Festival. - Certamente, o Festival do Rio é uma janela e um espelho do que de melhor está sendo feito no Brasil.
Diferentemente da competitiva de ficção, a mostra competitiva de documentários tem apenas um filme exibido previamente no Brasil, de um total de dez produções. É “Palavra (en)cantada”, de Helena Solberg, projetado numa noite durante a Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). No resto da seleção, destacam-se os filmes ligados à temática musical: há obras sobre Jards Macalé, Titãs, as cantoras do rádio, um disco de Arnaldo Baptista e os meninos do projeto Villa-Lobinhos. Este último, chamado “Contratempo”, será a estréia da atriz Malu Mader na direção, em parceria com Mini Kerti.
- Eu estou muito feliz só em ser selecionada. Será minha primeira experiência como diretora, e sempre tive esse desejo, de me lançar em outras aventuras - conta Malu.
Viggo Mortensen virá ao Brasil
O resto da programação da Première Brasil ainda não está fechado, mas estão garantidos, por exemplo, os filmes “A erva do rato”, de Julio Bressane; “Romance de geração”, de David França Mendes; “Romance”, de Guel Arraes; “Pachamama”, de Eryk Rocha; “A guerra dos Rocha”, de Jorge Fernando; “Todo mundo tem problemas sexuais”, de Domingos Oliveira; e “O homem que engarrafava nuvens”, de Lírio Ferreira.
Outros destaques são os filmes de abertura e encerramento da Première, tradicionalmente obras aguardadas pelo mercado. A direção do Festival ainda não confirma, mas é praticamente certo que a abertura da maratona terá “Última parada 174″, de Bruno Barreto, no dia 25 de setembro, e que “Um homem bom”, de Vicente Amorim, encerrará a mostra, no dia 9 de outubro. Além disso, está acertado para que o filme de Amorim traga ao Brasil seu protagonista, o ator americano Viggo Mortensen.
Fonte: O Globo Online
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