Aumento no preço dos alimentos continua preocupando e pesando no …

VOLTA REDONDA - O aumento no preço dos diversos gêneros alimentícios, considerados fundamentais para compor o café da manhã e o almoço das famílias, continua preocupando as donas-de-casa.

Há meses, colocar uma refeição completa à mesa vem sendo difícil para muitas pessoas, como para a dona-de-casa Maria da Conceição Santos, 34 anos. Separada do marido e mãe de três filhos menores, a dona-de-casa vem tentando driblar a crise para não deixar faltar os alimentos para os filhos. Uma das soluções, segundo ela, é pesquisar, pechinchar e esquecer das marcas.

Para Maria da Conceição, quando vai às compras, o que mais chama a atenção é o preço do arroz e do feijão, itens principais no prato do brasileiro. Ela contou que cada vez que vai ao mercado, já vai se preparando para o susto que pode tomar. Lembra ainda que para não comprometer o orçamento e evitar sobressaltos, ela está preferindo comprar as marcas menos conhecidas, mas mesmo assim o gasto continua grande. “Antes só comprava uma marca de arroz. Hoje, compro o que tiver mais barato. Não importo mais com a marca”, confessou a mulher, lembrando que há seis meses o pacote de cinco quilos do arroz que comprava custava R$ 5,60. Hoje, o pacote do mesmo produto está sendo vendido até por R$ 9,50. “É um absurdo. Não sei o que vai acontecer com a gente. Na verdade, os mais pobres são os que mais sentem”, completou.

Ela falou ainda do feijão. Disse que para não deixar o produto faltar na mesa ela foi obrigada a mudar o hábito. Disse que ao invés dos cinco quilos que comprava por mês, agora compra só três. Para a dona-de-casa, diminuir a quantidade foi uma forma que ela encontrou para continuar oferecendo o feijão aos filhos. Para se ter uma idéia, o quilo do feijão que ela comprava há seis meses custava até R$ 0,80. Atualmente, a mesma marca custa até R$ 3,90. “O arroz ainda teve jeito de mudar. Ainda encontramos marcas baratas, mas o feijão está quase com todas as marcas no mesmo preço. A solução foi diminuir a quantidade”, explicou.

OLHOS ABERTOS
Janete Gonçalves da Silveira, 43 anos, é outra dona-de-casa que está de olhos bem abertos na hora das compras de alimentos. Ela garantiu que prefere gastar sola de sapato a notas de reais quando escolhe o local para adquirir os produtos alimentícios. Ela contou que pesquisa de mercadinho a grandes supermercados. Para ela, só assim consegue economizar um pouquinho, mas garante que comer está sendo cada vez mais caro e bastante difícil.

Janete comparou também o preço do pão francês. Ela disse que em uma padaria no Aterrado o quilo do pãozinho está custando R$ 4,10 e em um mercado um pouco mais distante já viu o produto a mais de R$ 5. Por isso, a pesquisa é importante, segundo ela.

Essa variação de preço entre os estabelecimentos e o aumento constante verificado pelas consumidoras não são casos isolados e têm influenciado diretamente na economia do país. Por sete semanas consecutivas, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) verificou uma aceleração no crescimento da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S). A pesquisa, realizada entre 23 de março e 22 de abril em sete capitais, revelou que a inflação está sendo puxada para cima especialmente pela alta nos preços dos alimentos. As altas começaram no ano passado com o feijão e o leite e para muitas pessoas, vão continuar e assim segue também a preocupação e as reclamações nos supermercados e sacolões da cidade, como em todo o país.

Fonte: Jornal A Voz da Cidade

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