Polícia suspeita que promotor de shows foi vítima de vingança
SÃO PAULO - A polícia de São Paulo suspeita que o promotor de show Fabio Rogério Garrito, responsável pela vinda do roqueiro Chuck Berry ao Brasil, possa ter sido vítima de vingança. A linha de investigação, no entanto, não foi revelada. Garrito foi enterrado nesta sexta-feira, em Rio Claro, a 174 quilômetros da capital. O corpo do promotor foi encontrado na Rodovia Airton Senna, em Guarulhos, na quinta-feira.
Trinta e duas horas depois do crime, a polícia encontrou o carro da vítima em uma travessa da Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, no Brooklin, zona sul da capital. No veículo, os peritos encontraram duas malas. Garrito chegou dos Estados Unidos na terça-feira e trabalhou no show de Chuck Berry na noite de quarta-feira. A polícia já sabe que, depois da apresentação, o produtor deixou um amigo em um hotel à 1h35 de quinta-feira. Depois percorreu menos de um quilômetro antes de ser seqüestrado. O carro dele foi cercado.
Garrito saiu com a chave na mão e entrou em outro veículo. Quarenta e cinco minutos depois, o corpo foi encontrado por um guincheiro no km 14 da Rodovia Ayrton Senna. Ao lado do corpo foram encontrados um relógio valioso, uma corrente e a carteira dele, com cem reais. Apesar dos objetos terem sido deixados na rodovia, a polícia ainda não descarta a hipótese de que o promotor carregava mais dinheiro e que foi morto depois de ter sido roubado.
O empresário já trouxe muitos grupos estrangeiros para se apresentar no Brasil, como “The Doors” e “Police”. Um parente contou à polícia que ele era uma pessoa calma, sem inimigos.
- Foi levar um sócio dele pra jantar e depois foi levar o sócio até o hotel e aconteceu esta tragédia toda - disse Sílvio Eduardo Garrito, irmão do produtor.
Fonte: O Globo Online
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