Bovespa fecha em alta de mais de 1% com decisão do Fed

RIO - O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) confirmou a expectativa da maioria dos analistas e cortou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,5 ponto percentual, para 3% ao ano . Com a decisão, os mercados financeiros reagiram bem. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que recuava antes do anúncio, fechou em alta de 1,28%, aos 60.289 pontos, acompanhando a valorização do mercado americano. O dólar, que fechou antes do anúncio do Fed, ficou estável a R$ 1,781. O risco-país caiu 3,94%, para 244 pontos, segundo dados preliminares. (Confira no site de Miriam Leitão: Fed cedeu ao mercado )

Na Bovespa, os papéis mais negociados, Petrobras PN e Vale PN, subiram 2,26%, para R$ 82,63, e 2,16%, para R$ 45,21, respectivamente. As ações Usiminas ON subiram 2,81%, para R$ 85,54, e as da CSN registraram alta de 1,61%, para R$ 54,84.

A medida do Fed faz parte de um esforço agressivo para conter a forte desaceleração de uma economia atingida pela crise nos setores imobiliário e de crédito. A ação do Fed leva a taxa básica de juros para o menor patamar desde junho de 2005, e ocorre oito dias após um corte emergencial de 0,75 ponto percentual.

A redução de 1,25 ponto percentual acumulada em menos de duas semanas está entre os cortes mais abruptos da história moderna do banco central americano. Em Wall Street, o índice Dow Jones, uma hora antes do fim do pregão, subia 1,02% e o S&P 500 se valorizava 1,13%. O Nasdaq Composite, das ações de tecnologia, tinha alta de 0,83%.

Antes da decisão do Fed, foi divulgado o (PIB) dos Estados Unidos no quarto trimestre, que registrou crescimento de apenas 0,6% , bem abaixo do 1,2% esperado. O número aumentou os temores em relação a uma recessão nos Estados Unidos. Também foi divulgado o deflator dos gastos do consumidor americano (PCE, da sigla em inglês), a medida da inflação preferida do Fed, que subiu para 2,7% em dezembro, bem acima do 1,4% registrado no período anterior.

Ainda pelo lado negativo, o crédito hipotecário de alto risco e a crise subseqüente seguem deixando vítimas. Hoje, mais dois grandes bancos europeus anunciaram problemas. O suíço UBS vai estender as baixas contábeis para US$ 14 bilhões , e o francês BNP Paribas anunciou queda estimada de 42% no lucro trimestral .

Na agenda interna, o indicador de maior relevância foi o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que avançou 1,09% em janeiro, mas desacelerou em relação ao mês anterior.

Fonte: O Globo Online

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